Na manhã de sábado, o crítico musical da revista New Yorker, Alex Ross, falou ao público de Paraty sobre a música clássica do século XX. O autor de O resto é ruído comentou as reações fervorosas do público à estreia de A sagração da Primavera, de Stravinski, com coreografia de Nijinski, em 1913. Ross falou também sobre a relação de alguns compositores, como Strauss, Shostakovich e Wagner com a política e com a história.
Sobre a perda de público que a música erudita sofre no último século, Ross disse que este tema ainda é um enigma. “As pessoas gostam de Picasso, Matisse, Rotkho e Pollock na pintura, de James Joyce na literatura, mas na música ainda há dificuldade em aceitar a dissonância. E, no entanto, o cinema usa largamente músicas que não são melodiosas, basta lembrar dos filmes de Hitchcock. O ruído ainda parece ser um fenômeno social chocante”.
Ross contou que chegou a escrever alguns parágrafos sobre música brasileira, mas os cortou do livro. “Agora estou arrependido”, brincou. O resto é ruído faz menção a Villa-Lobos, mas Ross diz que gosta também de Camargo Guarnieri, Ernesto Nazareth, Pixinguinha, de bossa nova, Caetano Veloso e Chico Buarque.
Não bastasse a verdadeira aula de história da música contemporânea, o crítico ainda explicou a música dodecafônica de Schoenberg. Veja o trecho da palestra em que ele fala de música brasileira.
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